sábado, 2 de setembro de 2017

O primeiro dia.... dos próximos 12 meses

Há muito que queria escrever sobre as ninhas viagens, que mesmo sendo poucas, acho giro poder partilhar todas as experiências com outras pessoas! No entanto como preguiçosa que sou nunca fiz....

No entanto há cerca de 4 meses esta perceptiva mudou quando decidiu abraçar este desafio: fazer o Serviço de Voluntariado Europeu. Vou me estender um pouco neste post mas acho importante explicar-vos porque decidi dar este grande passo na minha vida.

Viajar? Sair de Portugal? Conhecer pessoas novas? Fazer mais voluntariado? É já =)

Foi este o pensamento quando decidi que queria embarcar nesta aventura. Estava numa fase em que apesar de ter tudo o que precisava, tinha de fazer algo mais. Sair da asa da minha mãe, do conforto da minha casa, dos braços do David, dos mimos da família e dos amigos e de me sentir ainda mais realizada no trabalho....basicamente sair da caixa, da zona de conforto, "abanar o meu pequeno grande mundo" !! Ah e também tive várias amigas que fizeram programas iguais e parecidos e me empurraram para isto. 
Procurei vários programas de EVS na net mas era tudo bastante perto: Espanha, Itália, Grécia, Inglaterra, França.... e heis que apareceu ROMÉNIA e eu pensei fantástico, longe como tudo, pais que nunca pensei em visitar mas com um programa brutal com crianças nas escolas e em hospitais - I´m in =D  
sim porque se fosse perto assim que as saudades batessem pirava-me para casa! Um perigo!
O processo até  foi bastante rápido .... Ok, fui aceite, fixe vou para fora! Foi este o pensamento no dia que soube que tinha ficado depois de ter chorado baba e ranho. Contei a todos, todos ficaram entusiasmados (mais do que eu confesso).

O dia em que o mundo acabou....quase

Depois de toda a gente se mentalizar que eu ia embora faltava algo muito importante: também eu me mentalizar do passo gigante que ia dar. No entanto isso apenas aconteceu quando aterrei em Cluj e cheguei a minha nova casa!! As despedidas custaram , mas nunca pareceu real. Quando cheguei a casa e me perguntaram como te sentes? Comecei a chorar que nem uma Maria Madalena, Ai aterrei em mim e comecei a pensar e a chorar "o que foste fazer Joana? Se estavas bem porque vieste meter-te mal? És normal? Porque fazes mal a ti própria?"
Sim, foi o pior dia da minha vida. Comecei logo a ver voos de volta, dizia aos mais chegados que queria ir embora, que era horrível, não me sentia nada em casa, tinhas saudades de toda a gente até das pessoas com que não me dou... Sim entrei em desespero. Sempre que alguém ligava para me animar, so chorava e dizia que me queria ir embora e "PF venham buscar". Enfim, ai percebi que sou bastante menina da mamã e meti em causa a minha estadia aqui e a realização deste sonho.
Felizmente tenho ao meu lado os melhores que apesar de tudo conseguem acalmar-me o coração.
Ao logo do primeiro dia foram chegando os meus novos colegas, a minha nova "família" e fui acalmando, mas sempre com um pensamento derrotista e super negativo!!

Felizmente hoje o dia foi mais calmo, com passeios, sorrisos, comida (que tanta alegria me da), chuva, CAFÉ (tãoooo bom que é).

Irei a partir de hoje tentar escrever todos os dias e por algumas fotos desta grande aventura!!!


 

3 comentários:

  1. Adorei a ideia!! Acompanharei este teu diário!! De alguma forma faz-me estar pertinho de ti... LY <3

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  2. Que boa ideia este blog!! Obrigada por partilhares Jo:) Por favor, escreve muito para lermos e irmos vivendo um bocadinho dessa experiência contigo!

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  3. Joaninha, foste muito forte, não duvides. Até eu, na primeira viagem que fiz sozinha e era apenas de uma semana, e num encontro de trabalho entre professores de vários países, a primeira coisa que fiz qd cheguei ao destino foi chorar com muita peninha de mim. A seguir chamei-me uns nomes, tomei um banho, bebi uma cerveja escocesa e fui conhecer a cidade. Tudo isso é normal. É como dizes, deixar a nossa zona de conforto é doloroso. Vais ver que vais adorar. Tb já aí estive mas só conheço Bucareste e uma cidade no norte do país. Um grande abraço e muita força! Ana Rita Gião

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